segunda-feira, 21 de junho de 2010

Uma Lenda Maçônica

Existe uma Antiga História, uma Lenda Maçônica, um exemplo de união que devemos observar e nos exemplificar, já que somos Maçons, ou será que não somos Maçons?

O G.'.A.'.D.'.U.'. estava sentado, meditando sob a sombra de um pé de jabuticaba, lentamente o Senhor do Universo erguia sua mão e colhia uma e outra fruta, saboreando o fruto de sua criação.

Ao sentir o gosto adocicado de cada uma daquelas frutas fechava os olhos e permitia um sorriso caridoso, feliz, ao mesmo tempo em que de olhos abertos mantinha um olhar complacente.

Foi então que, das nuvens, surge um de seus Arcanjos vindo em sua direção:

Diz a lenda que a voz de um Anjo é como o canto de mil baleias.

É como o pranto de todas as crianças do mundo.

É como o sussurro da brisa.

O Arcanjo tinha asas brancas como a neve, imaculadas.

Levemente desce ao lado do G.'.A.'.D.'.U.'. e ajoelhando a seus pés disse:

-Senhor, visitei a vossa criação como me pediste. Fui a todos os cantos, estive no Sul, no Norte, no Oriente e no Ocidente.

Vi e fiz parte de todas as coisas. Observei cada uma das suas crianças humanas.

Notei que em seus corações havia uma Iniciação, eram iniciados Maçons e que, deste a cada um destes, apenas uma asa.

Senhor... Não podem voar apenas com uma asa!!!

O G.'.A.'.D.'.U.'. na brandura de sua benevolência, respondeu pacientemente a seu Anjo:

- Sim... Eu sei disso. Sei que fiz os Maçons com apenas uma asa.

Intrigado com a resposta, o Anjo queria entender, e voltou a perguntar.

Senhor, mas por que deu aos Maçons apenas uma asa quando são necessário duas asas para se poder voar... Para poder ser livre?

Então respondeu o G.'.A.'.D.'.U.'. :

- Eles podem voar sim, meu Anjo. Dei aos Maçons apenas uma asa para que eles pudessem voar mais e melhor. Para poderem se evoluir levemente...

Para voar, meu Arauto, você precisa de suas duas asas: Embora livre, você estará sempre sozinho, ou ser somente acompanhado. Como os pássaros que ao mesmo tempo que estão juntos se debandam.

- Mas os Maçons com sua Única asa, necessitarão sempre de dar as mãos e entrelaçarem seus braços, assim terão suas duas asas. Na verdade, cada um deles tem um par de asas.

Em cada canto do mundo sempre encontrarão um outro Irmão com uma outra asa, e assim, sempre estará se completando, sempre sendo um par.

Dei aos Maçons a verdadeira Liberdade e a cada um dei-lhe também, em Igualdade, uma única asa, para que desta forma, possam sempre viver em Fraternidade.

(Autor desconhecido)

domingo, 13 de junho de 2010

A Maçonaria e as escrituras sagradas

Caros IIr.'.,

Não posso deixar de compartilhar a excelente experiência que a ARLS Clóvis Beviláqua Nº 40 teve em nossa sessão mais recente (dia 09.06.2010). O trabalho apresentado pelo V.'.M.'. Jorge Roberto Alves foi, sem dúvida alguma, de tirar o fôlego.

Respondendo aos anseios de muitos IIrm.'., inclusive do próprio V.'.M.'. em sua época de Aprendiz, o atual detentor do Malhete da Clóvis Beviláqua nos mostrou suas pesquisas sobre a relação existente entre a Maçonaria e as escrituras sagradas. O trabalho em questão põe, definitivamente, em cheque qualquer idéia retrógrada que tente ligar a Sublime Ordem ao satanismo.

Eis o magnífico trabalho:


“A MAÇONARIA E A SUA RELAÇÃO COM AS ESCRITURAS SAGRADAS”


O LIVRO DA LEI


O Livro da Lei é o símbolo da “Lei Moral” que cada Maçom deve respeitar e seguir, sem regular a filosofia de cada ser e, ou, de sua fé, que anima e governa os homens.
Sua presença é indispensável nas sessões maçônicas, e sem o mesmo queda-se a ritualística.


A SIMBOLOGIA DE NOSSOS INSTRUMENTOS E ADORNOS E SUA CO-RELAÇÃO COM O LIVRO DA LEI.


BATERIAS: A porta do Templo ou / de Aprendiz, Companheiro ou Mestre.


* Lucas, cap.11, vers. 09:*

>> Comentário suprimido em nome do sigilo.


A INICIAÇÃO: “A purificação pela água e pelo fogo.”


* Isáias, cap.42, vers. 16:*

“Encaminharei os cegos para a entrada que não sabes.
Fa-lo-eis andar por veredas que sempre ignoraram.
Mudarei as trevas diante deles em luz, e os caminhos tortuosos em direitos.”


*E prossegue Isaías no cap. 43, vers. 02:*

“Quando passares pelas águas eu estarei contigo; Quando pelos rios, eles não te submergirão; Quando passardes pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”


O INICIANDO NEM NU NEM VESTIDO:


* Êxodo, cap.03, vers. 05:*

“Não te chegues para cá. Tira as sandálias dos pés porque a terra que estás é terra santa.”

>> Comentário suprimido em nome do sigilo.

A ESPADA FLAMEJANTE

>> Comentário suprimido em nome do sigilo.

Simbolicamente morto para o mundo profano, o iniciado se habilita para uma nova vida.

* Em Gêneses, cap. 03, vers. 24 *

“E expulso o homem, colocou querubins ao Oriente do Jardim do Éden, e o refulgir de uma espada para guardar o caminho da árvore da vida.”


O SIGILO MAÇÔNICO:

* III Reis, cap. 06, vers. 07 *

“Edificava-se a casa com pedras já preparadas nas pedreiras, de maneira que nem martelo, nem machado, nem instrumento algum de ferro se ouviu na casa quando a edificavam.”


A PEDRA BRUTA:

* 1º Livro das Epístolas de Pedro, Cap.02, vers.04 e 05*

“Chegando-vos para ele a pedra que vive, rejeitada pelos homens, mas para Deus eleita preciosa.
Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados como casa espiritual...”

A TAÇA SAGRADA:

* Salmos 75, vers. 08:*

“Porque na mão do Senhor a um cálice, cujo vinho espuma, cheio de mistura, dele da a beber, servem-nos até escórias, todos os ímpios da terra.”


O AMOR AO PRÓXIMO:


* 1º Livro de João, cap. 03, vers. 11 :*

‘Porque a mensagem que ouvirdes desde o princípio é, que vós ameis uns aos outros’.

Nota: O Ritual de Aprendiz é abundante de citações de amor ao próximo.


OS PASSOS DO APRENDIZ:

>> Comentário suprimido em nome do sigilo.

* Isaías, 26, vers. 07*

“A vereda do justo é plana, tu és justo? aplanas a vereda dos justos.”


A NECESSIDADE DE 07 IRMÃOS PARA ABERTURA DE UMA LOJA PERFEITA:

* Provérbios, cap. 09, vers. 01 *


“A sabedoria edificou a sua casa e lavrou sete colunas.”


O OLHO QUE TUDO VÊ :


* Salmos , 34, vers. 15:*

“ Os olhos do Senhor, repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos a seu clamor.”


O DEVER MAÇÔNICO DA PAZ UNIVERSAL:


* Isaías, 02, vers. 04:*

“ Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; Estes converterão suas espadas em rejas de arado, e suas lanças em podadeiras.”

“Uma Nação não levantará a espada contra outra Nação, nem tampouco aprenderão mais a guerra.”


A BENEFICIÊNCIA MAÇÔNICA:

* Matheus, 06, vers. 02,03:*

“ Quando, pois, deres esmola, não toques trombetas diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens.”

“ Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.

“ Tu porém, ao dares a esmola, faça que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita.”


A HUMILDADE É NECESSÁRIA:

*Matheus, 05, vers. 23,24:*

“ Lembrarás que se teu Irmão, tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com ele e então voltando trás tua oferta ao altar.

Nota: Um Maçom intrigado com um Ir.’. ou inimizado não deve frequentar o Templo de Salomão, devendo este levar ao conhecimento do Venerável o problema, e este encaminhará a solução.


A PALAVRA SAGRADA:

* Jô , cap. 04, vers. 12*

“ Uma palavra me foi dita em segredo, e os meus ouvidos perceberam o sussurro dela.”

Nota: Segundo a lenda, quando da construção do templo de Jerusalém, a palavra dos Mestres era conhecida por apenas 03 personagens, que tinham o poder de comunicá-la, de maneira que a ausência ou desaparecimento de um só dentre eles, tornava essa comunicação impossível.
Por isso, em uma loja efetiva é necessária e obrigatória a presença de ao menos 03 Mestres.

Ir.’. Roberto Alves

Obs.: Os IIrm.'. puderam ver que eu retirei algumas passagens do trabalho em questão em nome do sigilo. Porém, os interessados pela pesquisa original é só dizer que eu mando por email. T.'.F.'.A.'.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Visita à A.'.R.'.L.'.S.'. Verdade e Justiça Nº 8

Meus IIrm.'.,

Eis aqui uma foto referente à visita que fizemos à A.'.R.'.L.'.S.'. Verdade e Justiça Nº 8, filiada ao Grande Oriente do Ceará - GOCE. Se observarmos da esquerda para a direita, temos: Ven.'. Jorge Roberto Alves, 1º Vig.'. Ranvier Feitosa Aragão, 2º Vig.'. Diego Rodrigues e Silva Falcão, Sec.'. Francisco Marcelo Pereira de Lima, Ven.'. Honra Chagas Filho, todos pertencentes ao quadro da A.'.R.'.L.'.S.'. Clóvis Beviláqua Nº 40 - GOCE

Foi com muita satisfação que a Clóvis Beviláqua, sob o comando do nosso querido Ven.'. Jorge Roberto Alves, teve a oportunidade de beber da sapiência dos obreiros de nossa co-irmã.

Em sessão conjunta de C.'.M.'., conseguimos exercer o princípio da fraternidade entre os membros do GOCE, colocando a irmandade entre LLoj.'. em primeiro plano. A amizade crescente entre os membros das referidas LLoj.'. pode ser considerada um ponta pé inicial para a coesão definitiva entre os obreiros das demais co-irmãs.

Destarte, vale um comentário pertinente à referida visita. A maneira que o nosso Ven.'. vem empunhando o Malh.'., ou seja, com a devida harmonia e serenidade, é algo invejável. Entretanto, nunca a Rég.'. 24 PPol.'. foi posta em lugar tão importante quanto atualmente. A liderança baseada no planejamento de nosso Irm.'. Jorge e a coesão estabelecida entre os obreiros da Clóvis Beviláqua, coloca esta Loj.'. em posição de destaque.

Por fim, cabe a citação do landmark que versa sobre o direito de visita dos IIrm.'. regulares à toda e qualquer Loj.'. maçônica que esteja trabalhando em seu grau. Para uma rápida explicação, os landmarks da Maçonaria são um conjunto de princípios que não podem ser alterados para que se mantenha a unidade maçônica mundial. Posteriormente, posso postar algo mais específico sobre o assunto.

XIV - O direito de todo maçom visitar e tomar assento em qualquer Loja é um inquestionável Landmark da Ordem. É o consagrado "Direito de Visitação", reconhecido e votado universalmente a todos os Irmãos que viajam pelo orbe terrestre. É a consequência do modo de encarar as Lojas como meras divisões da família maçônica.

Um T.'.F.'.A.'.

Diego Falcão

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Rég.'. 24 Pol.'.


A utilização da Rég.’. 24 PPol.’. consiste na idéia de planejamento, ou seja, tal Inst.’. representa a realização de um prévio estudo a respeito do que se deve enfrentar como ser humano, quer no plano espiritual, quer no plano material.

Com a Rég.’. podemos medir a longitude e apenas com ela estaremos aptos a compreender os objetos que nos cercam. Podemos estender o raciocínio das superfícies para os volumes e ângulos, uma vez que tais unidades são meras variações longitudinais.

Além disso, toda e qualquer medida, seja de calor, seja de velocidade, só é possível ser realizada na presença de um medidor longitudinal como a Rég.’. , de modo que todas as propriedades da matéria só poderão ser compreendidas com a utilização de tal Instr.’.

A aplicação das propriedades da Rég.’. 24 PPol.’. vem de tempos remotos. Curiosamente, o antigo deus egípcio, Phath, tem na mão a Rég.’. com a qual ele mede as enchentes do rio Nilo. Não preciso nem discutir a extrema importância que tal medição possuía no simbolismo da época, uma vez que toda a sociedade egípcia baseava-se nas medições do rio Nilo.

Se observarmos a correspondência de determinados atos em Loj.’. com os IInst.’. estudados no simbolismo da Arte Real, podemos ver claramente que o princípio norteador da Rég.’. 24 PPol.’. está correlacionado com as atitudes imprescindíveis do Ven.’. Mestr.’., onde este, com sua sapiência, conduz os TTrab.’. de maneira harmoniosa e serena.

Entretanto, a Rég.’. 24 Pol.’. também é do Ap.’., pois não se pode aplicar utilmente outro Instr.’. sem a realização do planejamento da Rég.’. Por ser um instrumento ativo, com ela o novo Maç.’. poderá traçar retas e ângulos, delineando seus TTrab.’. O Instr.’. em questão nos passa a noção de infinito. Além disso, possui 24 Pol.’. simbolizando as 24 horas do dia, retratando a idéia de que o cálculo exato do tempo e do esforço despendidos em determinado Trab.’. é ininterrupto.

Como bem destacado no R.'.E.'.A.'.A.'., a medição termina onde começa a ignorância e a conjectura. Destarte, se deixarmos de lado o planejamento antecessor das ações, seremos submetidos às intempéries espirituais e sociais. O homem que vive de mera conjectura nunca empunhou, nem sequer observou, a Rég.'. 24 PPol.'. e, portanto, terá uma vida de incertezas e insucessos.

O que não poderia ser mais óbvio, na verdade, nos é revelado de forma doutrinária, ou seja, muitos profanos bem sucedidos utilizam, de modo leigo, a Rég.’. 24 PPol.’. para galgar cada vez mais degraus no meio social. Enquanto que alguns MMaç.’., pouco interessados, não utilizam o conhecimento que lhes foi passado para manusear de modo satisfatório o Instr.’. ora sob análise.

Cabe a nós MMaç.’. trazer à tona princípios que não devem ser soterrados pela ignorância e pela preguiça, procurando incentivar os IIrm.’. ociosos a saírem da polidez da teoria para a aspereza da prática, bem como identificar aqueles profanos que possuem em sua essência a espontaneidade inerente ao ser humano de caráter, trazendo-os à Sublime Ordem com o escopo de fazer novos progressos.

Diego Falcão


Fonte:

FIGUEREDO, Joaquim Gervásio de, Dicionário de Maçonaria, Editora Pensamento.
COUTO, Sérgio Pereira, Sociedades Secretas: Maçonaria, Editora Universo dos Livros.
Ritual do 1º Grau, Aprendiz Maçom, R.’.E.’.A.’.A.’., Grande Oriente do Ceará - GOCE

Abertura

Olá meus IIrm.'.,

estou abrindo este blog com o intuito de postar análises e comentários a respeito dos mais variados assuntos que possam nos chamar à reflexão.
Faço isso não como meio de divulgação, mas como uma forma de compilar pensamentos que, de uma forma ou de outra, possam nos trazer à tona motivações para mudar o curso natural e, muitas vezes, injusto de determinadas idéias.

Se pudermos usar sabiamente a Reg.'. de 24 Pol.'. como forma de planejamento, a idéia de soerguimento espiritual e até mesmo físico é vista de modo mais plausível.

Destarte, para mantermos a coerência dos assuntos aqui abordados, começarei com pinceladas sobre o Inst.'. mencionado

Espero que compreendam os espaços temporais um pouco dilatados entre uma postagem e outra, pois minhas ocupações não permitem uma maior dedicação com o blog.

Agradeço a atenção,

Diego Falcão